Indicados para Cicatrização

PAPAÍNA

Uma revisão sistemática, cujo objetivo foi analisar as evidências sobre o uso da papaína na cicatrização de feridas constatou a efetividade da papaína como desbridante e estimulante do processo de cicatrização de feridas, porém não foi definido um padrão de formas e apresentação para uso do produto. Quanto às indicações, identifica-se que a

papaína foi utilizada em feridas de diversas etiologias, nas diferentes fases do processo de cicatrização e em pacientes de diferentes faixas etárias, como recém-nascido, adultos e idosos. Foram identificadas diversas formas de apresentação do produto, como

polpa do mamão verde, pó, gel, creme associado à ureia com ou sem clorofila, e spray, demonstrando aperfeiçoamento da tecnologia. Além disso, a papaína demonstrou ser segura e efetiva em todos os estudos, apesar de alguns relatos de dor e ardência.

LEITE, A. P, OLIVEIRA, B. G. R. B., SOARES, M. F., BARROCAS, D. L. R. Uso e efetividade da papaína no processo de cicatrização de feridas: uma revisão sistemática. Revista Gaúcha de Enfermagem. 2012;33(3):198-207.

 

EQUISETUM ARVENSE L. (cavalinha):

Conhecida popularmente como cavalinha a Equisetum arvense L, é uma planta perene com altura entre 20 e 65 cm. A Cavalinha é rica em silício, cálcio e potássio. Seu uso mais comum é como diurético. Também é utilizada como cicatrizante, auxiliar no tratamento de infecções dos rins, osteoporose, úlcera gástrica e reumatismos. Por conter grande quantidade de silício, é uma excelente mineralizante, sendo boa para problemas nos ossos, como osteoporose. Em um estudo publicado no IV CONNEPI 2009, foi concluído que Equisetum arvense L. possui grande capacidade antioxidante.

ALVS, I. C., FREITAS, T. M. B., LUNA, A. F. Atividade antioxidantedo chá da Equisetum Arvense L. VI CONNEPI, Belém- PA, 2009.

 

ÓLEO DE ROSA MOSQUETA

Diversos estudos demonstraram, in vitro e in vivo, as propriedades antiinflamatórias, bacteriostáticas e imunomoduladoras conferidas ao extrato do óleo de Rosa Mosqueta. A atividade antiinflamatória da Rosa Mosqueta, evidenciada nos estudos, vem a ser útil mais tardiamente no processo cicatricial, visto que a prorrogação da inflamação pode prolongar o tempo de cicatrização. Por outro lado, a inibição das células inflamatórias provocada pelo extrato da planta, resultando em menor sinalização para proliferação e migração celular, pode bem ser empregada em casos de cicatrizes hipertróficas, o que corrobora o uso em pessoas com tendência a desenvolver quelóides, segundo o costume popular.

dos SantosI, Joyce Silva, Ana Beatriz Duarte VieiraI, and Ivone KamadaI. “A Rosa Mosqueta no tratamento de feridas abertas: uma revisão.” Revista Brasileira de Enfermagem 3 (2009): 457-462.

Autor: Farmácia Medicinal

Farmácia de Suporte aos Nutricionistas