Óleo de Coco

Após a suplementação com óleo de coco, Silva et al. observou em seu estudo uma redução significativa do peso, índice de massa corporal, relação abdômen-quadris, perímetro abdominal, triglicérides, lipoproteína de muito baixa densidade (VLDL-c), bem como aumento significativo nas concentrações de apo A-I. Observou-se, também, tendência à redução do colesterol total, lipoproteína de baixa densidade (LDL-c) e Lp(a), assim como um ligeiro aumento de lipoproteína de alta densidade (HDL-c). Os resultados sugeriram que a suplementação dietética com óleo de coco extra virgem é capaz de exercer benefícios no perfil lipídico e cardiovascular de indivíduos dislipidêmicos.

Silva, R.; Fortes, R.; Soares, H. Effects of dietary supplementation with coconut oil on lipid and cardiovascular profile of dyslipidemic subjects. Brasília méd;48(1), jun. 2011.

 LACTASE

A enzima lactase hidrolisa a lactose em glicose e galactose que são absorvidas pela mucosa intestinal. A glicose entra para o pool de glicose do intestino, e a galactose é metabolizada no fígado para ser convertida em glicose, e entrar nesse pool. A lactose, não sendo hidrolisada, não é absorvida no intestino delgado e passa rapidamente para o cólon onde é convertida em ácidos graxos de cadeia curta, gás carbônico e gás hidrogênio pelas bactérias da flora, produzindo acetato, butirato e propionato. Esta fermentação da lactose pela flora bacteriana leva ao aumento do trânsito intestinal e da pressão intracolônica, podendo ocasionar dor abdominal e sensação de inchaço no abdome. A acidificação do conteúdo colônico e o aumento da carga osmótica no íleo e cólon resultante da lactose não absorvida leva à grande secreção de eletrólitos e fluidos, além do aumento do trânsito intestinal, resultando em fezes amolecidas e diarreia (MATTAR, 2010).

MATTAR, R. Intolerância à lactose: mudança de paradigmas com a biologia molecular. Rev. Assoc. Med. Bras. vol.56 no.2. São Paulo, 2010.

ORLISTAT

Um estudo realizado com adultos com sobrepeso e obesidade (IMC 25-34,9), com circunferência de cintura > 88 cm (mulheres) ou > 102 cm (homens) foram randomizados para o orlistat 60 mg (n = 61) ou placebo (n = 62), três vezes ao dia por 6 meses para analisar as mudanças na composição corporal. De acordo com os resultados houve uma redução do tecido adiposo visceral, onde a perda maior foi com orlistat se comparado ao placebo em 12 e 24 semanas. Uma proporção significativamente maior foi observada na redução de massa adiposa total e no peso corporal nas 24 semanas no grupo orlistat, em comparação com o grupo placebo, mas não a circunferência da cintura. O estudo concluiu que Orlistat 60 mg proporciona significativamente maiores reduções no peso, no tecido adiposo total e no tecido adiposo visceral por 24 semanas, em comparação com o placebo.

SMITH, S. R.  O efeito do orlistat 60 mg em mudanças na composição corporal durante um tratamento de 24 semanas: um estudo placebo-controlado, randomizado, multicêntrico. – 2010. – Obesidade Comentários (apresentações cartaz). – 1467-7881. , 11: s1 Suplemento.

Autor: Farmácia Medicinal

Farmácia de Suporte aos Nutricionistas